Socialismo autogestionário

A empresa pertence a quem trabalha nela, e a direção é eleita por eles.

Posição na matriz: linha 5, coluna 2 · eixo econômico à esquerda · eixo social universalista

Defende propriedade coletiva com gestão descentralizada: cada unidade produtiva é administrada por seus próprios trabalhadores, que elegem a direção e decidem sobre o excedente. Não há plano central nem dono externo. O mercado pode continuar existindo entre as empresas, mas não dentro delas.

O modelo teve versão estatal na Iugoslávia de Tito e versão cooperativa em Mondragón, no País Basco, que reúne dezenas de milhares de trabalhadores. No Brasil, a tradição está na economia solidária, sistematizada por Paul Singer, e nas fábricas recuperadas por seus funcionários.

A crítica econômica é que cooperativas subinvestem, porque o trabalhador que vai sair em cinco anos não quer travar recursos em máquina que rende em dez. E há dificuldade crônica de acesso a crédito, já que não existe dono para dar garantias.

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