Neocameralismo
O Estado como empresa: o morador é cliente, não cidadão.
Posição na matriz: linha 1, coluna 6 · eixo econômico à direita · eixo social identitário
Propõe administrar o território como uma companhia de capital fechado. Não há eleição, há acionistas; não há imposto consentido, há aluguel pago por quem escolhe morar ali. A tese é que um governo que lucra com moradores satisfeitos tem incentivo melhor que um político que só precisa da próxima eleição. Quem não gosta, muda de jurisdição — a saída substitui a voz.
A ideia foi formulada por Curtis Yarvin nos anos 2000 e ganhou tração no debate das network states e das cidades charter, com projetos como Próspera em Honduras. É a corrente mais recente das 36 e a menos testada.
As objeções se acumulam. Sair de um país é caro e às vezes impossível, então a "escolha" é teórica para a maioria. Não há mecanismo para quem não pode pagar. E a história das companhias com poder soberano — a Companhia das Índias Orientais, o Estado Livre do Congo — não recomenda o modelo.
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