Nacionalismo autoritário
A nação vem antes de tudo, e defendê-la justifica concentrar poder.
Posição na matriz: linha 1, coluna 5 · eixo econômico à direita · eixo social identitário
Coloca a soberania e a coesão nacional acima de qualquer outro valor, inclusive dos limites constitucionais ao poder. Aceita economia de mercado, mas com proteção à indústria nacional e desconfiança de organismos internacionais. A oposição interna tende a ser tratada como fragilidade diante do inimigo externo.
Carl Schmitt, jurista alemão, deu a formulação mais influente ao dizer que o político se define pela distinção entre amigo e inimigo, e que o soberano é quem decide sobre a exceção. A corrente aparece em regimes muito diferentes entre si, da Hungria de Orbán a governos militares latino-americanos.
A crítica é que a lógica do inimigo não tem freio: uma vez que discordar vira ameaça à nação, não existe critério para dizer onde a repressão deve parar. E a promessa de soberania econômica costuma esbarrar na dependência real de comércio, capital e tecnologia estrangeiros.
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