Liberalismo clássico
O governo existe por consentimento e para proteger direitos que já existiam antes dele.
Posição na matriz: linha 4, coluna 4 · eixo econômico à direita · eixo social universalista
Defende que as pessoas têm direitos à vida, à liberdade e à propriedade independentemente do que a lei diga, e que o Estado é um arranjo criado para protegê-los — legítimo enquanto cumprir esse papel. Daí decorrem separação de poderes, império da lei, liberdade de expressão e economia de mercado com regras.
John Locke deu a formulação fundadora no século XVII, influenciando as revoluções americana e francesa e, por extensão, praticamente todas as constituições democráticas modernas, incluindo a brasileira de 1988.
A crítica de esquerda é que a igualdade perante a lei convive com desigualdade material enorme, e que liberdade sem meios para exercê-la é formal. A crítica libertária é a inversa: que o liberalismo clássico aceitou concessões demais e abriu caminho para o Estado que hoje tributa metade da economia.
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