Fascismo

Tudo dentro do Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado.

Posição na matriz: linha 1, coluna 2 · eixo econômico à esquerda · eixo social identitário

Mantém a propriedade privada, mas subordina toda a economia ao interesse nacional definido pelo Estado: controle de preços, salários fixados por decreto, sindicatos absorvidos pelo governo e grandes obras públicas. A nação é tratada como um organismo, e o indivíduo, como parte que só faz sentido dentro do todo. Rejeita ao mesmo tempo o liberalismo, por individualista, e o comunismo, por dividir a nação em classes.

Nasceu na Itália de Mussolini nos anos 1920 e teve variantes na Alemanha, em Portugal e na Espanha. No Brasil, a Ação Integralista Brasileira de Plínio Salgado foi o movimento de massas mais próximo, e o Estado Novo de Vargas incorporou elementos corporativistas sem ser propriamente fascista.

A crítica é histórica antes de ser teórica: onde chegou ao poder, o fascismo produziu supressão da imprensa, prisão política, guerra de expansão e, no caso alemão, extermínio em escala industrial. Também é acusado de incoerência econômica — promete superar capitalismo e socialismo, mas na prática preservou grandes fortunas privadas enquanto esmagava a organização dos trabalhadores.

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