Democracia cristã
Economia de mercado com limites morais, dentro da democracia.
Posição na matriz: linha 2, coluna 3 · eixo econômico à esquerda · eixo social identitário
Combina eleições livres com valores da doutrina social cristã: dignidade da pessoa, prioridade da família, e o princípio de subsidiariedade — o que puder ser resolvido pela comunidade local não deve subir ao Estado. Na economia, aceita mercado, mas rejeita que o lucro seja o único critério, defendendo salário justo e proteção social.
Foi a força política que reconstruiu a Europa ocidental no pós-guerra, com Adenauer na Alemanha e De Gasperi na Itália. Jacques Maritain deu a base filosófica. No Brasil, aparece de forma difusa em siglas com base religiosa.
Os críticos observam que a corrente se apoia numa moral que boa parte da população não compartilha, o que gera atrito num Estado laico. E que a subsidiariedade, na prática, foi usada muitas vezes para justificar a ausência do Estado onde a comunidade local não tinha meios de suprir nada.
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