Centrismo institucional
A qualidade das instituições importa mais do que a ideologia de quem governa.
Posição na matriz: linha 3, coluna 4 · eixo econômico à direita · eixo social identitário
Sustenta que o que separa países prósperos de países pobres não é estar à esquerda ou à direita, e sim ter Estado capaz, judiciário previsível e regras que sobrevivem à troca de governo. Prefere ajuste técnico a projeto de transformação, e desconfia de reformas amplas feitas depressa.
Francis Fukuyama é a referência mais lida, com sua análise sobre como Estados desenvolvem — e perdem — capacidade administrativa. É a linguagem de boa parte dos partidos de centro e dos organismos multilaterais.
A crítica é que a neutralidade proclamada esconde uma escolha: manter o arranjo existente favorece quem já se beneficia dele. E que a valorização da estabilidade pode virar imobilismo diante de problemas que exigem, sim, mudança estrutural.
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