Anarco-sindicalismo
O sindicato não é para negociar com o patrão. É para substituí-lo.
Posição na matriz: linha 4, coluna 1 · eixo econômico à esquerda · eixo social universalista
Propõe que os próprios trabalhadores, organizados em sindicatos de base, administrem a produção sem Estado nem patrão. A greve geral é a ferramenta de ruptura, e a federação de sindicatos, a estrutura que substitui o governo. Decisões sobem de baixo para cima, com delegados revogáveis a qualquer momento.
Rudolf Rocker sistematizou a doutrina, que teve sua realização mais ampla na Catalunha de 1936, quando a CNT administrou fábricas e serviços durante a Guerra Civil Espanhola. No Brasil, foi a corrente dominante no movimento operário até os anos 1920, antes de ser deslocada pelo comunismo.
A crítica prática é de escala: coordenar uma economia industrial complexa por assembleias é lento, e a experiência catalã durou pouco demais para provar o contrário. A crítica marxista é que, sem tomar o poder do Estado, o movimento fica exposto à repressão organizada.
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